1. O Catolicismo é uma inspiração total da vida e portanto dá também princípios inspiradores da sociedade. As democracias cristãs tiveram um papel enorme na democratização da Europa ocidental. Em Portugal, no 25 de Abril, o episcopado de então deu essa orientação – não se comprometia com nenhum partido de nome cristão e de cariz cristão, mas desafi ava os cristãos a serem participativos nos partidos.
Ninguém se pode eximir de participar no processo político global, o processo político como interesse da coisa pública do bem comum. Quando chegámos a uma isenção, digamos assim, da hierarquia em relação à política, é em relação à política partidária, à política da luta pelo poder, mas não ao interesse da sociedade como tal.
A Igreja tem que tomar consciência de que hoje exerce a sua missão numa sociedade que não se identifi ca com ela, no sentido em que a Igreja não é a sociedade. No nosso caso, há uma maioria de católicos mas há também outros e isso faz com que a Igreja não possa situar-se no quadro da sociedade exercendo um antigo poder de influência e uma antiga relação Igreja/sociedade que já não existe.
2. Eles [os leigos] podem ter uma missão interna à Igreja, mas aquilo que é específi co deles é aquilo que o Concílio chama animação da ordem temporal: no mundo do trabalho, no mundo da justiça, no mundo da política, no mundo da economia, serem pessoas que da prática vão fazer uma análise da realidade e um juízo da realidade em chave cristã, e isso é absolutamente decisivo até em termos de evangelização.
Vamos acentuar o primeiríssimo elemento da intervenção de Deus na minha vida, que é a sua palavra, aprender a escutá-lo através dos meios físicos que eu tenho à minha disposição e que são a bíblia, são a palavra da Igreja.
3. O Ano Paulino é um contexto precioso, porque Paulo é um caso único de autenticidade e de coerência com o evangelho e com a pessoa de Jesus Cristo. A autenticidade da sua conversão… é um homem que se converteu de todo e a partir daí começou um futuro novo que o levou depois a tudo.
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