Arquivo de Dezembro, 2007

Natal 2007

Que Este dia possa Trazer…

Momentos de fé e de esperança.

Que possas fazer deste dia…
todos os dias da tua vida.

Que a paz possa reinar…
eternamente no teu coração…

Deixando que a alegria…
se manifeste em todos os momentos
da tua vida.

São os nossos sinceros desejos a todos os que nos vesitarem…

Um Santo e Feliz Natal, e um Ano Novo cheio de sorrisos!

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Natal

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“… que Igreja queremos em Portugal?”

No passado dia 2 de Dezembro o grupo reuniu para mais uma sessão com o tema “… que Igreja queremos em Portugal?”.

A sessão foi preparada e dinamizada pela Catarina Gregório. 

Faz download da sessão aqui

Blogue

Olá a todos os elementos!

Seria bom podermos comentar e “alimentar” o blogue. Sem a colaboração dos elementos do grupo torna-se difícil manter e actualizar o blogue.

Por favor, enviem notícias, as sessões (materiais), etc.

Obrigado

«Família humana, comunidade de paz»

A mensagem que Bento XVI enviou com motivo do Dia Mundial da Paz, 1 de janeiro de 2008, com o tema «Família humana, comunidade de paz».

Faz o download aqui

Imaculada Conceição

O dogma proclamado a 8 de Dezembro de 1854 por Pio IX declara a santidade da Virgem Maria desde o primeiro momento da sua existência
1. O dogma da Imaculada Conceição, proclamado a 8.12.1854 por Pio IX (Bula “Ineffabilis Deus”), declara a santidade da Virgem Santa Maria desde o primeiro momento da sua existência, desde a sua Conceição, ou seja, que ela foi preservada desde sempre da mácula do pecado original, no qual nascem todos os filhos de Adão. Enquanto estes estão privados da graça divina, a Virgem Maria foi toda pura, santa e imaculada desde o início da sua vida. Esta foi desde sempre a convicção profunda da Igreja, que viu na Virgem Maria a ‘Nova Eva’ (S.Ireneu).2. Apesar da sua reconhecida devoção a Nossa Senhora, homens como S. Bernardo, S. Alberto Magno, S. Boaventura e S. Tomás tiveram dificuldade em admitir a Imaculada Conceição, porque difícil de conciliar com o dogma da universalidade da Redenção.

 

Proclamar a Imaculada Conceição parecia implicar retirar a Virgem Maria da órbita da Redenção em Jesus Cristo, a qual, por ser necessária e absoluta, era tão universal como o pecado original. Se a Virgem Maria não estivesse incluída no número dos que contraíam o pecado de Adão, ficava então igualmente excluída da redenção, e esta não seria universal, pois não abrangeria todos os descendentes de Adão.

 

Perante esta alternativa, foram como que obrigados a negar o privilégio de Maria até ser possível conciliá-lo com o dogma da universalidade da redenção em Cristo.

 

3. A solução do problema foi dada pelo beato Duns Escoto (séc. XIV), segundo o qual a Imaculada Conceição não exclui a Virgem Maria da redenção, porque ela foi preventivamente redimida pelo seu próprio Filho. Ela foi antecipadamente redimida e por conseguinte preparada para a sua divina maternidade. Esta explicação acabou por ser recebida na teologia e nas declarações do magistério.

 

4. Como todos os dogmas, também a ‘Imaculada Conceição’ foi a solene proclamação da fé do povo de Deus, do sentir da Igreja, do que nós poderíamos chamar a ‘devoção popular’. A ‘Imaculada Conceição’ caracteriza o catolicismo em Portugal, tendo sido sob esta invocação Nossa Senhora proclamada por D. João IV Rainha e Padroeira de Portugal, no dia 25 de Março de 1646, título que nenhum regime, mesmo o republicano e o que surgiu de Abril de 1974, foi capaz de abolir.

 

Na Universidade de Coimbra, ela é a Padroeira, ainda hoje, e houve tempos em que defender esta verdade da fé era título de honra e compromisso de todo o lente daquela Universidade! Mas que significa para nós hoje este admirável mistério?

 

5. O dogma da Imaculada Conceição da Virgem Santa Maria foi a solene confirmação do mistério central da fé. A Virgem Maria foi pensada por Deus como a mediadora do mistério da Incarnação.

 

Porque chamada a ser a mediadora deste mistério, a Virgem Maria não podia ser pensada senão como a primeira totalmente redimida, e como a primeira redimida é que ela concebeu sem pecado o Filho de Deus, porque sem pecado foi concebida.

 

Ao acolher a Palavra do Anjo, a Virgem Maria permitiu que a Palavra eterna de Deus assumisse a carne do pecado e por causa desta assunção ela foi previamente redimida pelo seu próprio Filho. Por ela o Verbo de Deus entra na história, inaugurando o tempo da Graça e da Liberdade dos filhos de Deus.

 

A Virgem Maria abriu a porta do mundo para o Advento do Deus redentor, na carne da humanidade. Ela é por excelência a primeira na ordem da Redenção.

 

O dogma da Imaculada Conceição proclama que ela desde o início do seu ser não foi apenas envolvida pelo mistério da Graça da redenção prometida, mas a primeira redimida pelo seu Filho que ia gerar; este dogma toca, portanto, no centro do mistério da Redenção.

 

A ‘Imaculada Conceição’ mostra a Virgem Maria como a primeira na ordem da Redenção, Redenção esta que não pode acontecer sem ela. Sem a Imaculada Conceição da Virgem Maria não seria pensável a redenção, como vitória divinizante da natureza humana sobre o pecado do mundo.

 

6. A Virgem Maria é a primeira redimida: depois dela e por meio dela, todos são chamados a participar na vitória da redenção, através do baptismo, pelo qual o homem é regenerado, e chamado também a ser santo e imaculado na presença de Deus.

 

A Imaculada Conceição eleva a Virgem Maria a paradigma da antropologia cristã. Ela manifesta de um modo eminente a transfiguração do homem que se opera pela participação no mistério de Cristo, com o qual por graça o homem é chamado a configurar-se.

 

A Imaculada Conceição da Virgem Maria revela a ontológica transfiguração do ser e da existência na relação com o Verbo de Deus encarnado. Paradigma da antropologia cristã, a Imaculada Conceição é o caso eminente da redenção pela graça, a que ela corresponde, na plena liberdade do ‘ecce ancilla’, no mistério da Anunciação. Não apenas do ‘homem novo’, mas também da Igreja.

 

Mariano, com certeza, o dogma da ‘Imaculada Conceição’ é também eclesial, porque nela se espelha o que é o mistério da Igreja a qual, tendo na Virgem Imaculada a sua figura excelsa (cf. LG 53; 63), é também santa e imaculada, Mãe e Virgem puríssima dos seus filhos gerados nas águas do baptismo.

 

Por isso, com razão na ‘Imaculada Conceição’, a Igreja e todos os fiéis exultam de alegria, talvez como em nenhum outro dia, porque aí está o exemplo das maravilhas de Deus na história, do que Ele pode fazer na Igreja e na vida de cada crente se como a Virgem Santa Maria cada qual se colocar na mesma atitude de filial obediência e de amor, naquele cujo Nome é grande e que grandes coisas realizou na sua humilde serva! Bem-aventurada a nação que se honra por tê-la como Mãe e Padroeira!

 

José Jacinto Ferreira de Farias, scj

© Copyright Agência Ecclesiaagencia@ecclesia.pt

Salvos pela esperança

1.    O papa Bento XVI acaba de escrever a sua segunda encíclica que será publicada a 6 de Dezembro, em pleno tempo do Advento. Depois de ter iniciado o seu pontificado com um documento sobre o amor, “Deus caritas est”, agora faz-nos o desafio da esperança “Spe salvi”. A encíclica do Papa é um convite à esperança, pois é nela que seremos salvos.

  • ·      O Papa traçou um percurso teologal: renovar o amor, descobrir a última resposta às perguntas do homem e reencontrar a fé. É um programa que envolve as três virtudes fundamentais o Santo Padre pede aos cristãos para reflectirem agora sobre a segunda dessas virtudes, a esperança.

  • ·      A esperança é uma virtude que se constrói todos os dias. O desafio está em esperar contra toda a esperança, na condição de restituir o primado da vida humana e do universo a Deus e à sua Palavra, o que só é possível na radicalidade do Evangelho.

  • ·      Bento XVI retoma “a teologia clássica da esperança que não pretende responder às perguntas sobre aquilo em “que” esperar, mas em “quem” devemos esperar. E reencontra tudo no dar a Deus o primeiro lugar, na credibilidade de um Deus em quem podemos confiar, uma pessoa concreta que amamos e que nos ama”.

De certeza que todos os cristãos vão estar aguardando a publicação da encíclica, para recriarem as razões da esperança, perante um mundo que, ao menos na aparência, se afasta constantemente de Deus.

2.    O mundo contemporâneo é um lugar onde, com frequência, se desespera. Multiplicam-se as situações que desequilibram as pessoas: a violência e a insegurança, a crise económica e a falta de emprego, as inúmeras doenças com as endemias à mistura, as carências, as fragilidades, as solidões, tudo são situações que levam ao desespero, à depressão, às vezes ao suicídio. Como reagir, como ultrapassar as dificuldades?

  • ·      A dignidade e a liberdade são direitos consagrados na carta das nações, mas quantas vezes são contrariados, não só pela prática, nas relações humanas, como até pelas leis, no jogo das conveniências.

  • ·      A justiça exigiria dar a cada um a quilo a que ele tem legítimo direito, mas são muitos os injustiçados deste mundo, até porque a justiça dos tribunais é relativizada por leis que não são perfeitas e estão também marcadas por ideologias que não respeitam a pessoa humana.

  • ·      A indignação tornou-se então um direito indiscutível, na visão crítica dos cidadãos que não podem aceitar situações que violam gravemente o tratamento igual entre as pessoas. O que pensar das falhas gritantes no campo da saúde, da educação e do trabalho? O que sentir com o abandono das crianças e dos idosos? Como entender as dificuldades vividas pelos migrantes, de outra raça, de outra cultura?

  • ·      O direito à revolta acontece em cada protesto, seja perante o empregador, seja perante o responsável político, seja mesmo no quotidiano vulgar de quem se sente injustiçado.

Estes primeiros anos do terceiro milénio têm agravado desigualdades entre pessoas e entre povos, atirando alguns para um esbanjamento inaceitável e outros para uma degradação assustadora. É preciso injectar esperança no nosso mundo, mas não apenas com teorias, antes com gestos que transformem as coisas.

3.    A vinda de Jesus, simbólica em cada Advento, é um apelo à esperança. Não foi Ele que se deu aos mais pobres e injustiçados do seu tempo, descobrindo o seu problema e respondendo-lhes com atitudes de mudança? Foram as suas palavras e os seus gestos que, depois de aclamações na rua, o atiraram para os tribunais. E os tribunais religiosos, os tribunais civis, e os tribunais populares, condenaram-no, depois, à morte, pendurando-o numa cruz. A sua vida tornou-se ícone de esperança.

Pode perguntar-se: o que esperamos, porque esperamos e até quando esperamos.

  • ·      O que esperamos: certamente uma vida com a qualidade suficiente; mas também uma relação social marcada pela compreensão, o reconhecimento, a amizade; mas ainda um encontro com o transcendente que, na linha da fé, é a descoberta de Deus e a comunhão com Ele em Cristo Jesus.

  • ·      Porque esperamos: porque queremos ser felizes e a felicidade não está no dinheiro ou no poder, está muito mais na verdade e na coerência de vida, na consciência recta e na capacidade de serviço, na atenção aos outros a quem queremos fazer felizes, pelo contributo pequeno ou grande que podemos dar-lhes.

  • ·      Até quando esperamos: até que a criação inteira alcance a redenção (cf. Rom 8, 19-20), quando todas as coisas estiverem marcadas pela ressurreição (cf. Act 24, 15), quando Cristo for tudo em todos e em todas as coisas (cf. 1ª Cor 3, 22-23). Esperamos sempre, porque em todos os momentos tudo se pode transformar e o Senhor está mesmo em tudo e em todas as coisas.

Há um ditado popular que diz: “a esperança é a última coisa a morrer” ou “enquanto há vida há esperança”. A sabedoria popular conduz-nos para a esperança em Deus.

4.    O tempo do Advento é tempo de Esperança. Conduzidos por Isaías, João Baptista e Maria, deixemo-nos encharcar de esperança, porque Jesus está a chegar. “Maranatha: Vem Senhor Jesus!” (Ap 22, 5).

Retirado de Igreja Campo Grande


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