Oração: Venha a nós o Vosso Reino

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Sinal da Cruz

Ambientação (Monitor)

O nosso grupo é hoje convidado a fazer um momento de oração. Estamos quase a terminar o primeiro Domingo da Quaresma de 2008. Julgo que será bom marcar desde já o compasso deste tempo litúrgico com o incremento da oração nas nossas vidas. Como todos sabemos, este é um tempo em que somos particularmente chamados à conversão e à preparação do grande acontecimento da vida cristã, ou seja, a vitória da Vida sobre a morte. Foi com esse intuito que resolvi centrar a nossa reflexão e partilha de hoje no tema “O Reino de Deus”, uma vez que deverá ser ele a meta da nossa esperança em Cristo Ressuscitado. A Igreja lembra-nos constantemente que todos os homens são chamados a participar no Reino. Entende também que tem um papel fundamental a desempenhar no mundo já que, como Corpo de Cristo, vê infundidos nos seus membros graças superabundantes de vida em plenitude. Será que o Reino de Deus está próximo de cada um de nós?

Cântico Inicial: “É preciso renascer”

É preciso renascer (bis)

Deixar ódios, violências,

É preciso renascer.

Convertei-vos e acreditai

Eis a nova que venho dar-vos

Amai todos sem distinção

Porque todos somos irmãos

Aceitai, aceitai, aceitai o Reino de Deus (bis)

Todos: Pai Nosso que estais no Céu, Santificado seja o vosso nome, venha a nós o Vosso Reino.

Palavra da Igreja (Leitor 1)

“No fim dos tempos, o Reino de Deus chegará à sua plenitude. A esta misteriosa renovação, que há-de transformar a humanidade e o mundo, a Sagrada Escritura chama «os novos céus e a nova terra» (2 Pe 3,13). Neste «mundo novo» Deus terá a sua morada entre os homens. «Ele enxugará todas as lágrimas dos seus olhos; e não haverá mais morte, nem luto, nem pranto, nem dor. Porque as primeiras coisas passaram.» (Ap 21,4). Para o homem, esta consumação será a realização final da unidade do género humano, querida por Deus desde a criação e da qual a Igreja peregrina é «como que o sacramento»”

in Catecismo da Igreja Católica 1042-1045

Palavra da Igreja (Leitor 2)

“Ignoramos o tempo em que a terra e a humanidade atingirão a sua plenitude, e também não sabemos que transformação sofrerá o universo. Porque a figura deste mundo, deformada pelo pecado, passa certamente, mas Deus ensina-nos que se prepara uma nova habitação e uma nova terra, na qual reina a justiça e cuja felicidade satisfará e superará todos os desejos de paz que se levantam no coração dos homens. A expectativa da nova terra não deve, porém, enfraquecer, mas antes activar a solicitude em ordem a desenvolver esta terra, onde cresce o corpo da nova família humana, que já consegue apresentar uma certa prefiguração do mundo futuro. Por conseguinte, embora o progresso terreno se deva cuidadosamente distinguir do crescimento do reino de Cristo, todavia, na medida em que pode contribuir para a melhor organização da sociedade humana, interessa muito ao reino de Deus.

Todos estes valores da dignidade humana, da comunhão fraterna e da liberdade, fruto da natureza e do nosso trabalho, depois de os termos difundido na terra, no Espírito do Senhor e segundo o seu mandamento, voltaremos de novo a encontrá-los, mas então purificados de qualquer mancha, iluminados e transfigurados, quando Cristo entregar ao Pai o reino eterno e universal: «reino de verdade e de vida, reino de santidade e de graça, reino de justiça, de amor e de paz». Sobre a terra, o reino já está misteriosamente presente; quando o Senhor vier, atingirá a perfeição.”

in Catecismo da Igreja Católica 1048-1050 = GS 39

Para reflectir…

O que é para ti o Reino de Deus?

Palavra de Deus (Leitor 3)

Evangelho segundo S. João 10, 7-18

«Em verdade, em verdade vos digo: Eu sou a porta das ovelhas. Se alguém entrar por mim estará salvo; há-de entrar e sair e achará pastagem. O ladrão não vem senão para roubar, matar e destruir. Eu vim para que tenham vida e a tenham em abundância. Eu sou o bom pastor. O bom pastor dá a sua vida pelas ovelhas. O mercenário, e o que não é pastor, a quem não pertencem as ovelhas, vê vir o lobo e abandona as ovelhas e foge e o lobo arrebata-as e espanta-as, porque é mercenário e não lhe importam as ovelhas. Eu sou o bom pastor; conheço as minhas ovelhas e as minhas ovelhas conhecem-me, assim como o Pai me conhece e Eu conheço o Pai; e ofereço a minha vida pelas ovelhas. Tenho ainda outras ovelhas que não são deste redil. Também estas Eu preciso de as trazer e hão-de ouvir a minha voz; e haverá um só rebanho e um só pastor. É por isto que meu Pai me tem amor: por Eu oferecer a minha vida, para a retomar depois. Ninguém ma tira, mas sou Eu que a ofereço livremente. Tenho poder de a oferecer e poder de a retomar. Tal é o encargo que recebi de meu Pai.»

Palavra da Salvação

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Todos: «Tenho ainda outras ovelhas que não são deste redil. Também estas Eu preciso de as trazer e hão-de ouvir a minha voz; e haverá um só rebanho e um só pastor.» Pai Nosso que estais no Céu… venha a nós o Vosso Reino.

Comentário (Monitor)

A Sagrada Escritura apresenta-nos a Igreja como um redil, cuja porta, pastor, guia e alimento é Cristo, que dá a vida pelas suas ovelhas.

Porque o Senhor quis e quer «um só rebanho e um só pastor» a Igreja é una.

Porque é divina, tem a plenitude do Espírito e participa da própria vida de Deus, a Igreja é santa.

Porque é destinada a todos os povos e pessoas sem distinção de raça ou cor, a Igreja é católica.

Porque está alicerçada no fundamento dos Apóstolos, a Igreja é Apostólica.

Porque tem a promessa e a garantia da assistência contínua de Cristo e do Seu Espírito, a Igreja é perena e nada nem ninguém a poderá destruir: «Tu és Pedro e sobre esta pedra edificarei a Minha Igreja e as portas do inferno nada poderão contra ela» (Mt 16,13)

Porque está formada por pessoas e estas podem falhar, a Igreja é também pecadora, tendo de viver sempre em estado de conversão.

Todos: A Igreja não é fim em si mesma; é meio de salvação para o mundo. Pai Nosso que estais no Céu, venha a nós o Vosso Reino.

Para reflectir…

A Igreja é necessária, mas também relativa: não é fim, é meio. O fim dela é o Reino de Deus no coração do homem e do mundo. Concordas com esta frase?

Pensamentos (Leitor 4)

«São numerosos os homens que Deus reconhece como Seus, mas não a Igreja; numerosos, também, os que a Igreja reconhece, mas não Deus» Sto. Agostinho

«Se os cristãos tivessem cara de salvos, eu acreditaria no seu Salvador» Nietzsche

“Desde o princípio, Jesus associou os discípulos à sua vida. Revelou-lhes o mistério do Reino, deu-lhes parte na sua missão, na sua alegria e nos seus sofrimentos. Jesus fala duma comunhão ainda mais íntima com Ele e os que O seguem: «Permanecei em Mim, como Eu em vós» (Jo 15,4). E anuncia uma comunhão misteriosa e real entre o Seu próprio Corpo e o nosso: «Quem come a minha Carne e bebe o meu Sangue permanece em mim e Eu nele» (Jo 6,56)” Catecismo da Igreja Católica 787

Comentário (Monitor)

Muitos não pertencem à Igreja, mas, de algum modo, pertencem ao Reino. Estão dispostos a fazer tudo o que é recto e bom. As fronteiras do Reino ultrapassam as fronteiras da Igreja, porque o espírito de Deus paira sobre toda a terra. Muitos nunca chegarão a entrar realmente na Igreja pelo exemplo de maus católicos que tornam irreconhecível a verdadeira Igreja e o rosto de Cristo.

Para reflectir…

Será que todos aqueles que não pertencem à Igreja, se conhecessem verdadeiramente Cristo e a Sua Mensagem, e se comungassem do Seu Corpo, não seriam ainda melhores e mais felizes?

Faz sentido evangelizar o próximo?

Leis do Reino de Deus (Leitor 5)

O Reino cresce no mundo de acordo com um dinamismo estabelecido pelo próprio Deus. Todo aquele que se integrar no Reino e quiser participar no desenvolvimento terá de respeitar e aceitar as suas leis internas. Jesus explicou-as maravilhosamente por meio de parábolas:

1. Lei da gratuidade – O Reino cresce por sua própria força. A semente frutificará; basta semeá-la com coragem, paciência e perseverança (lembrar parábola do semeador)

2. Lei do acolhimento – A palavra de Deus não dá fruto automaticamente, pois depende também da vontade do homem (lembrar episódio do Zaqueu)

3. Lei da gradualidade – O Reino de Deus começa sempre de forma simples e humilde. Não nos podemos escandalizar por ter de começar por iniciativas humildes e aparentemente insuficientes (lembrar parábola do fermento)

4. Lei da contradição – Muitos julgarão o Reino como impiedade, subversão ou loucura. A realidade nova do Reino só brotará se se for capaz de aceitar a crise, a oposição, a morte (lembrar parábola do filho pródigo)

Intenção (Leitor 6 e 7)

Não é propriamente dos pecadores transviados que tu me falas hoje, Senhor.

Tu falas-me sobretudo, do teu amor e solicitude para com todos, que deve ser imitado pelos que se dizem teus discípulos.

Falas-me do empenho especial que devemos ter pelos membros mais frágeis das nossas comunidades cristãs e pelos que a elas não pertencem, cuja potencial perdição, causada pelo escândalo dos outros membros, contraria a vontade expressa de teu Pai e o sentido da tua e da nossa missão.

Por isso, hoje, eu peço-te, Senhor, que me faças mais dedicado, mais atento e mais justo na entrega de mim mesmo e do meu tempo ao serviço do teu Reino.

Quanta solicitude com as mesmas pessoas e os mesmos grupos, talvez com possibilidades e obrigação de caminharem mais sozinhos, e quão pouca atenção a outros membros mais necessitados!

Quantos excessos e privilégios para os que estão perto, e quanto esquecimento e abandono pelos que andam longe, por caminhos paralelos ou opostos aos do teu Reino!

E depois… quanta crítica e quanto escândalo, porque os mais abandonados por nós te abandonam a cada minuto!

Livra-me de me deixar sossegar com a paz do grupo ou da comunidade que me rodeia, enquanto outros rondam longe talvez com receio de nos incomodarem.

Livra-me de julgar a uns e a outros.

Livra-me, sobretudo, de afugentar alguém com as minhas seguranças e certezas ou de cegar alguém com as minhas dúvidas.

E livra a tua Igreja de se apresentar ao mundo, em cada comunidade, em cada grupo, em cada cristão, ferida por querelas doutrinais, polarizações ideológicas ou condenações recíprocas, sendo para os outros motivo de perturbação ou desorientação.

Faz de mim, Senhor, um instrumento de paz e um artificie de unidade.

Faz de todos os evangelizadores do teu Reino, pessoas amadurecidas na fé, capazes de se encontrar, para além das tensões, graças à procura comum, sincera e desinteressada da verdade, que és Tu.

Partilha

Qual a frase desta oração que mais te tocou?

Se quiseres podes partilhar com o resto do grupo as reflexões que foste chamado a fazer ao longo da oração.

Pai Nosso

Glória

Cântico Final: “O Teu Reino, Senhor”

O Teu reino Senhor (Oh Senhor, Oh Senhor)

O Teu reino Senhor, venha até nós,

O Teu reino Senhor

Reino de paz e de amor, fraternidade, alegria

Reino dos filhos de Deus, reino de Cristo

Reino sem fome, nem sede, de abundância aos pobres

Reino dos filhos de Deus, reino de Cristo

Reino sem angústia, nem dor, felicidade sem fim

Reino dos filhos de Deus, reino de Cristo

Sinal da Cruz

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